sobre inquietudes

Nessa semana estive procurando e lendo textos sobre a história da fotografia que trouxessem sua relação intrínseca com a ciência no momento de sua descoberta. Minha revolta foi imensa ao me deparar com textos referenciados em aulas da graduação e pós-graduação que apresentavam não só erros históricos como incoerências e contradições entre um parágrafo e outro. Postei nas redes sociais as imagens das paginas em que eu sinalizava as contradições encontradas e muitos fotógrafos ficaram bastante inconformados e incrédulos quando eu mencionei a fonte. 


Aconteceu que nesse espaço de diálogo que o blog e as redes sociais tem sido para o processo do mestrado, um colega pesquisador me convidou a ler um post que ele tinha escrito a propósito de uma visita feita ao Musée Nicéphore Niépce. Na postagem ele faz uma digressão enorme em que discorre sobre a descoberta da fotografia e do porquê dela não ter acontecido 3 séculos antes, já que tanto a sensibilidade da prata quanto a câmara obscura já eram conceitos conhecidos. Ele falou exatamente sobre o que eu procurava (e que não achei nos livros): o que fez com que a fotografia pudesse existir foi a transformação da ideia de natureza. e pela reflexão que ele faz, a fotografia só seria possível (e necessária) a partir do Iluminismo. 
Recomendo muito a leitura do post do Wagner Lungov, que me fez ganhar o dia de hoje: clica aqui.

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