arte e natureza

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antotipia, com beth lee

 

 

alguns meses ao ano fazemos no Sesc Belenzinho alguns projetos especiais na programação de tecnologias e artes para tratarmos de alguns assuntos específicos, daí a partir deles fazemos vários cursos e oficinas temáticas.

quando no final do ano pensávamos num eixo temático para a programação de desenvolvimento artístico do Sesc Belenzinho para entrar no Festival de Aprender (festA!) o assunto ‘arte e natureza‘ já estavam muito em pauta em minhas pesquisas e minha parceira de programação (lilian sarmento) também topou embarcar nesse tema.

a ideia era procurarmos artistas que usassem elementos naturais de modo pouco convencional em suas produções, e que topassem ensinar, demonstrar ou propor vivências com o nosso público.

fitoterápicos tarja verde, com clarice borian

salada musical, com francisco arlindo

pintura com tintas vegetais, com gisele fagundes

o fato é que foi inspirador ver tantos artistas lidarem com elementos naturais de forma tão diversa e criativa. tivemos desde o uso de limões como fonte de energia, impressão botânica em argila, anthotypes, desenho científico, pinturas com pigmentos vegetais, bordados que utilizam folhas como suporte e até tatuagem temporária a base de tinta de mimeografo e plantas como matriz.

desenho científico, com paulo presti

impressões botânicas sobre argila, com patrícia henriques

pintura livre com tintas naturais, com yasmim flores

foram cerca de 15 atividades programadas para um único final de semana (dias 11 e 12/março/2017), ocupando ateliês, sala de tecnologia e artes e também espaços abertos da unidade (área de convivência, galpão, entrada da rua uriel gaspar e containers na praça central). foi um final de semana intenso, divertido e bonito.

tatuagem temporária – registros de uma folha, com Estela Miazzi

na 2a. feira, quando estava de folga, lendo ‘a arte e a natureza – de michel ribon‘ na cadeira de balanço me dei conta de como minha pesquisa autoral e meu trabalho profissional às vezes se entrelaçam deliciosamente.

grifei uma série de parágrafos que deixo aqui, como nota mental para momentos em que retornarei ao texto, na elaboração da escrita para a qualificação.

michel ribon – a arte e a natureza

“imitando a natureza naturante nas suas operações criadoras, a arte, como que movida por um impulso semelhante (o que kant chamará de gênio), também dá sua forma e portanto sua unidade, à coisa que produz. (…) o gesto do artesão ou artista consagra a união de duas essências: a essência como matéria informe, substrato das qualidades sensíveis, e a essência como forma.” pg. 61
“a arte (…) leva a seu termo o que a natureza não teve o poder de terminar: ela é seu complemento e não sua repetição supérflua. assim, a arte imita a natureza não naquilo que produz mas nas suas operações criadoras, como se tentasse produzir como ela e, ao mesmo tempo, melhor que ela.” pg. 62
“transmutar as formas ‘naturais’  em metáforas verbais ou plásticas que traduzam sua emoção, para comunicá-la ao leitor ou ao espectador.” pg. 63
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