experiências fotossensíveis com folhas, flores e frutos da amazônia

tínhamos planos e passagens compradas. os planos mudaram, mas não quisemos trocar as passagens. queríamos ter férias em belém!
chegamos três dias antes do círio, e ficamos instalados na casa de um amigo que nos acolheu.
eu já conhecia a cidade, mas belém se transforma durante o círio.

fomos ao fotoAtiva e o miguel chikaoka nos consultou: ‘não seria possível fazer uma oficina de anthotypes e uma fala sobre os processos fotográficos do séc. XIX?’. ‘sim, super possível!’.

eu tinha levado almofariz, álcool e papéis e frames 10x15cm para experimentar com as folhas, flores e frutos da amazônia, mas tinha levado pouco material, então precisaria ser para poucos alunos. o batepapo poderia ser aberto. eu daria a oficina de experiências fotossensíveis com pigmentos de plantas (anthotypes), e o roger sassaki falaria sobre a pesquisa com ambrótipos e calótipos. e juntos contaríamos um pouco do LABici (projeto que temos em parceria com o guilherme maranhão, em que montamos um LAB PB sobre uma bicicleta para revelar ao ar livre). e foi lindo!

foram 5 alunos multiplicadores (débora flor, cinthya marques, eduardo kalif, adriele silva e… miguel chikaoka!). eles teriam a ‘missão’ de repassar as informações para outros associados do fotoAtiva.

experimentamos com mastruz, jambu, terramicina, açaí (fruta e polpa) e com pétalas de flamboiã que encontrei na rua.

filtrando açaí! foto: roger sassaki

mastruz no liquidificador!

nosso varal de cores intensas.

dando um crop na matriz.

montando os frames.

açaí (polpa), mastruz, terramicina, açaí (fruto), jambu e flamboiã.

conseguimos uma paleta especial de cores! depois de 5 dias de sol equatorial, estavam lá os resultados!


  

belém é úmida! e lá chove todos os dias. nessa imagem tivemos uma invasão d’água. 🙂 

contraste sutil, uma característica da técnica.

acontece alguma coisa interessante com as pessoas durante esse processo. não sei ao certo o que é, mas acho que macerar as plantas e extrair delas sua essência, seu pigmento, traz a tona algo meio visceral, mexe com o inconsciente. e fazer desse sumo um material fotossensível para revelar imagens efêmeras tem um sentido muito poético. dá para ter uma ideia do que estou falando nesse video, aqui.

 
enfim… divagações a parte, essa oficina intensiva me deu vontade de criar uma ficha em que os participantes anotem características das plantas e informações sobre o procedimento adotado para gerar a imagem, para que juntos possamos criar um herbário em rede.

já criei os itens a serem preenchidos e adotarei essa ficha para a oficina que oferecerei em janeiro de 2016 na casa ranzini. 🙂

quer mais informações sobre o curso? clica aqui.

 

 

 

. entramos na retrospectiva de 2015 do FotoAtiva. veja aqui.

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