daquilo que se quer apagar…

sigo perseguindo aquele que seria o melhor assunto para se juntar à minha pesquisa técnica com o anthotype. tenho trabalhado num processo às avessas do que normalmente pratico: entender o que participa da gênese das imagens e que daria sentido à produção delas.

   
    
 algo me diz que minha investigação nesse assunto deveria seguir para a minha ação. tem algo importante a ser considerado nesse recolher de flores pelo meu caminho, separar metodicamente pistilos, sépalas e pétalas, pegar somente as últimas e colocá-las no almofariz. macerá-las, esfolá-las, esmagá-las até que sangrem, juntar a isso algumas gotas de álcool para ardê-las ainda mais, aí apertá-las, esmagá-las para filtrar tudo e tirar qualquer resíduo, separar só a essência daquilo que a flor é feita e daí, a partir desse material, criar imagens efêmeras. feitas para apagar, feitas para acabar. 

é… meu palpite é de que talvez o assunto passe por coisas que se querem esquecer… mas ainda é só um palpite…

 

pouso de urubu no mercado do ver-o-peso, belém-pa.


* e, a propósito de urubus, recomendo vivamente essa leitura aqui.  

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s