foto na lâmina

“É, sem dúvida, na categoria de romance que Walter Benjamin inscreve as imagens de Hill, Julia Cameron, Nadar, cujos modelos vêm cercados de uma aura que confere plenitude e segurança no olhar. Se a aura é decorrência da duração da exposição que provocava um acréscimo de luminosidade na imagem, ela não pode ser, contudo, dissociada da relação dos modelos de Hill com algo inédito para eles – a objetiva. Diante dela, o modelo mostrava-se reservado e tímido. Isolado e estimulado a entrar num estado de concentração tranquila, o sujeito oferecia à câmara um rosto ainda não contaminado pela relação entre fotografia e atualidade, um rosto ‘cercado por um silêncio, dentro do qual o olhar repousava’.”*


*Fabris, Annateresa. Identidades Virtuais, uma leitura do retrato fotográfico. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2004.

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