desenho do não ver

na semana passada participei de parte de um workshop de dança/performance (‘aproximar corpos e coisas’, com Renan Marcondes). o primeiro exercício era uma espécie de reconhecimento de estruturas (muscular e óssea) tendo como ponto de partida tatear, apalpar e massagear o corpo do outro e depois ser (apalpada, tateada e massageada) o objeto de estudo do outro. como o workshop era para ‘aproximar corpos e coisas’ trabalhamos também com a ideia de força e gravidade, em alguns momentos servindo mesmo como ‘rolo compressor’, ao soltar nosso peso sobre o corpo do outro. a segunda parte da atividade consistia em fazer uma espécie de transcrição. explico: com a mão esquerda tateávamos a coluna da pessoa e com a mão direita fazíamos um desenho cego com lápis sobre papel, traduzindo visualmente a sensação tátil da mão oposta. gostaria muito de desenhar mais assim, é uma experiência de desenho ‘de observação’ e de anatomia bem interessante. 


fiquei pensando em como desenhar com a câmara lúcida também é um pouco como fazer desenho cego. parece contraditório mas ao olhar a imagem projetada através da tela vê-se pouco o traço que está sendo desenhado. e tenho cada vez mais ‘aberto mão’ de desviar o olhar da projeção para ver o traço feito no papel, prefiro me concentrar em ‘tatear’ as linhas de contornos da imagem projetada usando a ponta da caneta, do lápis ou do pincel. voltando ao curso, o que seguiu foram alguns experimentos de contato improvisação, um tipo de dança mínima em que os corpos se encontram e esse encontro promove um movimento. o interessante desse improviso é que hora seu corpo intuitivamente propõe a ação, hora é conduzido. esses movimentos deixam muito claro tendências e velhos hábitos, é só estar atento e ouvir o que o corpo diz (às vezes sussurrando, outras aos gritos). tive pena de não poder acompanhar o dia seguinte do workshop, que sem dúvidas me forneceria mais insights. 

durante toda vida eu aprendi a subestimar o quando posso me perceber/entender durante atividades físicas/corporais. atualmente eu tenho notado que uma auto-análise de como meu corpo se comporta durante uma aula de natação ou de dança é mais eficiente para me dar pistas sobre mim do que horas de conversa na psicanálise. tem dias que acho que eu devia ouvir mais o que meu corpo tem a dizer…

para já, essa vivência me fez sentir vontade de voltar aos desenhos com câmara lúcida. talvez eu devesse encarar esses desenhos como uma atividade física a ser repetida, com regularidade e disciplina. vou tentar.

preservar

uma das perguntas que mais me fazem a respeito dos anthotypes é como se preserva a imagem. tenho interesse no apagamento como parte expressiva do processo. entendo que se trata de uma característica técnica que é um atributo dela e que faz parte da sintaxe desse procedimento e desse resultado. entendo o apagamento como parte narrativa e não como defeito. vejo beleza e potencial nesse aspecto do anthotype. de qualquer modo, é uma pergunta muito recorrente. recentemente foi publicado no blog alternative photography, organizado pela mailin fabbri, um processo descoberto por uma portuguesa (barbara morais) para preservar imagens diretamente sobre as folhas. apesar de ser de uma portuguesa, o artigo está em inglês, e o link para lê-lo é esse aqui.

o atrito como forma de produção de imagens fotográficas

O fotograma é o registro da pura sombra do contorno do objeto. Representaria, portanto, o ponto de partida. Seria possível afirmar que sua leitura é mais imediata e direta? Os rastros diretos são mais fáceis de interpretar do que os diferidos?‘ Fontcuberta, em ‘O beijo de Judas‘, discorre sobre a fricção com o referente que é o fotograma. E eu aqui pensando ainda em usar o pigmento vegetal como matéria sensível, criando uma outra fricção anterior. O atrito como forma de produção de imagens fotográficas. Me sinto tal qual homem primitivo criando fagulhas. 

sobre inquietudes

Nessa semana estive procurando e lendo textos sobre a história da fotografia que trouxessem sua relação intrínseca com a ciência no momento de sua descoberta. Minha revolta foi imensa ao me deparar com textos referenciados em aulas da graduação e pós-graduação que apresentavam não só erros históricos como incoerências e contradições entre um parágrafo e outro. Postei nas redes sociais as imagens das paginas em que eu sinalizava as contradições encontradas e muitos fotógrafos ficaram bastante inconformados e incrédulos quando eu mencionei a fonte. 


Aconteceu que nesse espaço de diálogo que o blog e as redes sociais tem sido para o processo do mestrado, um colega pesquisador me convidou a ler um post que ele tinha escrito a propósito de uma visita feita ao Musée Nicéphore Niépce. Na postagem ele faz uma digressão enorme em que discorre sobre a descoberta da fotografia e do porquê dela não ter acontecido 3 séculos antes, já que tanto a sensibilidade da prata quanto a câmara obscura já eram conceitos conhecidos. Ele falou exatamente sobre o que eu procurava (e que não achei nos livros): o que fez com que a fotografia pudesse existir foi a transformação da ideia de natureza. e pela reflexão que ele faz, a fotografia só seria possível (e necessária) a partir do Iluminismo. 
Recomendo muito a leitura do post do Wagner Lungov, que me fez ganhar o dia de hoje: clica aqui.

materia prima

em maio fui ao laboratório para descobrir como registrar fotogramas (sem o uso de câmera) em placa úmida de colódio. tinha visto algumas imagens da artista Nadezda Nikolova-Kratzee e me interessado, sem saber muito bem como solucionar a possível abrasão do material fotossensível ao colocar os objetos em contato direto com a placa úmida. o roger sassaki intuía que o melhor seria colocar algum plástico entre a colódio e o objeto a ser registrado. fiz uma colheita de pequenos ‘matinhos’ no quintal da casa ranzini e fui ao laboratório. nas primeiras tentativas entendi que o plástico resolvia a abrasão sem comprometer a nitidez: ok, mistério resolvido. as imagens vinham nítidas. e limpas. tão limpas que me incomodavam… queria sujá-las, mas sem comprometer os banhos químicos que seriam usados por outros integrantes do grupo… portanto, só poderia ‘salpicar’ materiais químicos que faziam parte do processo: sais variados. e segui experimentando com vários sais. até que ao revelar uma placa em que eu tinha ‘polvilhado’ sal de cozinha (NaCl) notei uma precipitação metálica sobre a placa. o sal, em muitos pontos ‘dissolvia’ a emulsão de colódio, mas em alguns pontos reagia formando padrões que pareciam cristais de gelo/neve ou estruturas de algas marinhas. fiquei surpresa e encantada com esse ‘acaso, e bastante intrigada com a reação. não conseguia pensar em outra coisa e em como meu trabalho precisaria dar visibilidade ao trajeto pelo qual eu tinha passado. estava com a visita ao museu do jardim botânico muito vívida na memória e todos aqueles frascos com essências… pensei que eu poderia criar um microambiente, uma mini narrativa metafórica das etapas para a produção daquele fotograma  ‘incluindo’ dessa forma o processo na obra final a ser exposta. 

pesquisa de vidrarias

Miniatura escolhida

 

o importante seria não fazer uma mera explicação didática, mas criar uma mensagem cifrada, um jogo de adivinhação (ou de imaginação), uma ficção em torno do processo. coloquei cada elemento químico em um pequeno frasco (talqual no museu) e fique estudando disposições e narrativas poéticas. 


me lembrei que as ilustrações da alquimia trazem sempre palavras manuscritas em latim sobre as etapas do processo alquímico e julguei que seria um paralelo interessante, já que se tratava também de um processo de precipitação dourada.


nem é necessário dizer que não sei latim, mas eu também não tinha nenhum compromisso com a realidade. ataquei de ‘google translator’. associei cada conjunto de sais a uma descrição e a uma ação. exercício divertido e curioso era colocar a palavra em português, pedir a tradução para em seguida colocar o conteúdo traduzido para o latim e pedir a correspondência em português novamente. ex. verniz=fucis gestat=ela usa disfarces.

estudos para textos em latim

afinal incluí também a exsicata do trevo usado no fotograma (oxalis latifolia), uma mini prensa (como a que biológos usam quando recolhem espécimes em campo), uma lupa e uma caixa de fósforos. 



só faltava colocar tudo isso numa caixa. algo como a maleta do cientista. para fixar os pequenos textos manuscritos usei minha ‘estética de insetário’ (tudo espetado com alfinete). a princípio julguei que deixaria o trabalho interativo, as pessoas poderiam pegar a lupa, ver tudo de pertinho… mas afinal entendi que a lupa tinha mais a finalidade representativa (junto com os fósforos, representaria o ampliador utilizado). todos esses quimicos expostos me fizeram mudar de ideia quanto à interação no último minuto. fechei as tampas com vidro.

no final de semana da abertura da exposição ‘sorte revelada’ fiz uma demonstração pública da técnica dentro da programação integrada do evento.

demonstração pública da técnica de fotogramas sobre placa úmida de colódio no laboratório Imagineiro na casa Ranzini.

o que foi mostrado na exposição ‘sorte revelada’ é o que se vê a seguir. 

e em agosto a exposição itinera para o GAIA (Galeria de Arte do Instituto de Artes) da Unicamp e poderá ser vista ao vivo e de pertinho entre 3/8 a 11/9/17. 

Laboratório de Anatomia Vegetal do Instituto de Biologia da Unicamp

Nessa sexta fui ao IB onde fui muito bem recebida pela professora Dra. Sandra Carmello Guerreiro, que me deu uma aula particular de técnica de cortes histológicos para a preparação de lâminas. Comecei contando um pouco do motivo da minha procura por ela: dentro da minha investigação, senti a necessidade desse mergulho microscópico para visualizar a estrutura do pigmento dentro das células vegetais.

Fomos ao laboratório de anatomia vegetal onde ela preparou uma mesa com os utensílios necessários para fazermos os cortes e montou um microscópio.

Mesa preparada com os itens necessários para o preparo de lâminas histologicas vegetais


Eu tinha levado alguns itens que já tinha usado para fazer anthotypes e que gostaria de saber como cortar para visualizar o pigmento: amora, rosa vermelha, romã e beterraba.

O procedimento manual é utilizar metade de uma lâmina de corte (gilete). Começamos pela beterraba. Ela cortou ao meio e do centro fez pequenas fatias o mais finas e planas possíveis. Ela tem bastante habilidade e prática. Esses cortes são colocados num recipiente com água, e depois os melhores são ‘pescados’ com um pincel e depositados sobre a lâmina de vidro, coloca-se uma gota de água sobre o corte e deposita-se uma lamínula (encosta-se a lamínula inclinada numa parte molhada e solta-se devagar afim de evitar bolhas de ar). Para ter lâminas semi permanentes ela recomendou fazer esse procedimento usando gota de gelatina diluída em água, e depois de colocada a lamínula, prender com um prendedor até firmar, daí limpar o excesso das bordas e selar os cantos com esmalte incolor. Feito isso ela está pronta para ser visualizada.

Cortar finas camadas com a lâmina paralela ao vegetal para que o corte fique o mais plano possível.

Colocar os cortes em recipiente com água para mantê-lo hidratado

Com um pincel ‘pescar’ os melhores cortes para colocá-los sobre a lâmina, colocar uma gota d’água e depositar uma lamínula

 

Uma informação importante que ela me deu é que o pigmento pode estar armazenado no cromoplasto, (caso os pigmentos daquele vegetal sejam cristais lipossolúveis) ou nos vacúolos  (caso os pigmentos sejam hidrossolúveis). Todas as amostras que levei eram hidrossolúveis. Ela conseguiu arranjar (com um estudante que estava lá) uma fatia de cenoura, para me mostrar os cristais lipossolúveis. Tanto os vacúolos quanto os cromoplastos são transparentes e deixam visíveis os pigmentos em seus interiores. Com essa informação, intui que os pigmentos que melhor se prestam aos anthotypes são os hidrossolúveis, mas essa informação precisaria de mais pesquisas para ser afirmada. Seguimos com as fatias de amoras, romãs, e rosa. A amora foi das mais difíceis de cortar e a professora Sandra informou que existe um polímero (polietilenoglicol – peg) em que se mergulha a amostra e que ajuda nos cortes desses vegetais mais moles. A parafina não seria uma boa opção pois para fazer uso dela seria necessário desidratar o vegetal (e na desidratação a planta perde coloração, desbota). O peg não necessita de desidratação, é só mergulhar o vegetal fresco no peg, para depois de endurecido fazer os cortes. Não fizemos uso do peg, a Sandra tinha muita pratica e fez tudo à mão sem maiores dificuldades. Para vegetais finos (pétalas de flores) ela orientou que poderia ser usado o pecíolo de embaúba ou um pedaço de cenoura, para dar sustentação (é só fazer uma cunha, acomodar a pétala aberta no meio do corte e usar o pecíolo ou cenoura para estruturar e facilitar o corte).

Pigmentos hidrossolúveis de beterraba nos vacúolos.

Pigmentos hidrossolúveis de romã nos vacúolos.

Cristais de pigmentos lipossolúveis de cenoura nos cromoplastos.

Pigmentos hidrossolúveis de pétala de rosa nos vacúolos.

 

Uma coisa interessante que observei na imagem ao microscópio é que a rosa vermelha possui vacúolos com pigmentos vermelhos e liláses separados, e deve ser por isso que apesar da pétala ser vermelha ao maceramos temos um sumo arroxeado (os pigmentos saem dos vacúolos e se misturam resultando numa nova cor).

Ela aproveitou para observar as lâminas que eu tinha feito intuitivamente e sem rigor técnico usando esmalte incolor no lugar de água para fixar as lamínulas. Ela conseguiu ver bastante coisas, o que me deixou feliz, pois apesar da minha falta de técnica meu modo de preparo apontava que estava num caminho possível. Criticou somente uma lâmina em que a pétala ultrapassava o limite da lamínula, pois ali é um ponto de entrada de ar que oxida o vegetal e pode criar fungos também. Sinalizou que o uso do esmalte em contato com o vegetal não é recomendado por dois motivos: pode reagir com a planta e não é o melhor veículo para estar junto do vegetal, pois a luz ao passar por ele pode interferir na visualização das organelas.

Pigmentos hidrossolúveis de pétala de romã nos vacúolos. Essa lâmina não foi com o corte transversal da pétala, foi com ela inteira

Pigmentos hidrossolúveis de pétala de clitorea ternátea nos vacúolos. Os vacúolos são essas pequenas bolinhas azuis.

 

Ela me mostrou também os micrótomos para cortes ainda mais finos (mergulha-se o item desidratado numa resina que depois de endurecida será fatiada finamente por esses equipamentos).

Amostra na resina. Elas são coladas nessa madeirinha para ser acomodada no micrótomo e ser fatiada.

Existe no IB um microscópio bastante sofisticado, que tem um corpo de câmera digital acoplado a ele, e onde se pode visualizar as lâminas diretamente no monitor do computador e fazer os registros fotográficos digitais para salvar direto numa mídia (pendrive) ou num arquivo do computador. 

Nessa imagem da lâmina do corte transversal da pétala de rosa é possível ver os vacúolos com diferente cores de pigmento (vermelho e lilás).


Mostrei a ela alguns anthotypes sobre diversas folhas e ela me falou que a folha de batata doce parecia diafanizada. Perguntei do que se tratava a diafanização e ela explicou que é um procedimento que se faz nas folhas para deixá-las translúcidas e conseguir visualizar suas vascularizações ao microscópio. Ela me mostrou algumas lâminas diafanizadas que estavam guardadas em arquivos (armários com gavetinhas onde elas são armazenadas). Me mostrou desde os armários mais antigos (com lâminas com informaçoes manuscritas) aos mais novos (com informações digitadas em etiquetas adesivas).

Lâminas diafanizadas

Gaveta para guarda de lâminas

 

Essas organizações e métodos de dispor as informações nas lâminas muito me interessam. 

Perguntei a ela quais informações são comumente colocadas nas lâminas e qual a sequência, e ela me explicou detalhadamente.

Nome científico/forma de corte/parte da planta/corante utilizado/espessura/outras informações

Por fim, mostrei o último trabalho que fiz (‘materia prima’) em que uso um ‘simulacro’ de exsicata e uma miniatura do que seria uma prensa usada por biológos quanto coletam espécimes vegetais em campo. Ela gostou do trabalho e conversamos sobre agendar uma visita ao herbário do IB, onde são oferecidos cursos e atividades aos escolares que o visitam. Ela mencionou ainda que talvez eu pudesse apresentar essa abordagem artística numa dessas visitas, para contar meu processo de criação que usa o herbário como fonte de inspiração. Me coloquei muito disponível para uma atividade dessa natureza por que realmente fiquei bastante feliz com a visita e se possível gostaria de voltar e retribuir toda a gentileza e troca de informações. Saí de lá em estado de encantamento e cheia de vontade de voltar para minha produção de imagens microscópicas, agora sabendo identificar e localizar os pigmentos nas células vegetais.

ciências naturais

Em minha visita a Madrid decidi procurar um museu de ciências naturais para visualizar soluções em termos de montagens e mobiliários e formas de abordar e expor itens de interesse científico. Fui ao museu de ciências naturais da cidade para conhecer o real gabinete de ciências.Frascos com espécimes em formol, microscópio portátil e suas laminas, fósseis, minerais, animais embalsamados, tudo junto e misturado. Para expor, vitrines com bases de madeira e cubas de vidro, estantes, mapotecas… foi possível ‘atualizar’ minha imaginação em relação a como minhas imagens e registros poderão ser mostradas ao término do projeto.

20170601_14165720170601_14174620170601_14384820170601_14511620170601_15483820170601_15532220170601_16021120170601_16114420170601_162515Nesse final de semana pude ir ver uma série de performances de Paulo Bruscky. Em maio do ano passado estive em seu ateliê por conta de um levantamento de obras que comporiam a exposição ‘artistas achados e apropriados’ dentro do projeto ‘Estou Cá’. Nessa visita ele contou sobre o processo de criação de parte de sua produção. Ele foi funcionário público durante toda a vida, e trabalhou um tempo em um hospital. Nesse período, em seus horários livres, fez experimentações com diversos equipamentos médicos, dos quais surgiram performances que resultavam em registros gráficos. Eletrocardiogramas, eletroencefalogramas, radiografias, entre outros. 


Para ele, também interessa fazer esse casamento entre arte e ciência, utilizar equipamentos científicos/médicos com finalidade artística. Para mim, os métodos e materiais científicos carregam potenciais estéticos.

No final do mês agendei um encontro com uma professora de botânica do IB da Unicamp para aprender o preparo das lâminas histológicas e identificação das organelas das plantas que tenho utilizado nos anthotypes. Por que antes de subverter os materiais, processos e equipamentos científicos para finalidades artísticas é importante também saber o uso corrente dessas coisas. 

E eu quero ver cromoplastos 🙂